Pular para o conteúdo
Quaestio

Nascer e pôr do sol

Escolha um lugar e uma data para ver o nascer e o pôr do sol, a duração do dia e as três fases do crepúsculo.

Nascer do sol

5 h 44 min

Pôr do sol

18 h 07 min

0006121824
  • Duração do dia1 min 21 s mais longo que ontem12 h 23 min
  • Meio-dia solar11 h 55 min
  • Altura do sol ao meio-dia71°
  • Posição23,55° S, 46,63° W

Amanhecer e anoitecer

  • Aurora astronômicaSol 18 graus abaixo do horizonte. O céu está totalmente escuro.4 h 28 min
  • Aurora náuticaSol 12 graus abaixo do horizonte. O horizonte ainda é visível no mar.4 h 54 min
  • Aurora civilSol 6 graus abaixo do horizonte. Claro o bastante para ler ao ar livre.5 h 21 min
  • Crepúsculo civilSol 6 graus abaixo do horizonte. Claro o bastante para ler ao ar livre.18 h 29 min
  • Crepúsculo náuticoSol 12 graus abaixo do horizonte. O horizonte ainda é visível no mar.18 h 56 min
  • Crepúsculo astronômicoSol 18 graus abaixo do horizonte. O céu está totalmente escuro.19 h 23 min

Todos os horários aparecem no horário local (America/Sao_Paulo), com o horário de verão incluído.

Calculado com os algoritmos da NOAA. Precisão de cerca de um minuto, menor muito perto dos polos.

Outros lugares

Incorporar

Incorpore esta ferramenta no seu site

Copie o código e cole onde a ferramenta deve aparecer, como num post de blog ou numa página escolar. É gratuito, o quadro não tem anúncios e a ferramenta calcula no navegador do visitante.

Como funciona

O nascer do sol conta a partir do momento em que a borda superior do sol aparece no horizonte, e não quando o centro o cruza. A atmosfera também curva a luz, então o sol fica visível enquanto ainda está geometricamente abaixo do horizonte. Juntas, essas duas coisas deixam o dia alguns minutos mais longo do que a geometria pura daria.

É por isso que o dia dura um pouco mais de doze horas nos equinócios, embora o nome sugira que dia e noite deveriam ser iguais.

O sol fica mais alto no meio-dia solar, que raramente cai ao meio-dia do relógio. Duas coisas o deslocam: onde o lugar fica dentro do seu fuso horário e a equação do tempo, que vem da órbita elíptica e do eixo inclinado. Um relógio de sol pode estar quinze minutos adiantado ou atrasado conforme a estação.

O crepúsculo se divide em três fases, conforme quão abaixo do horizonte o sol está. O crepúsculo civil ainda é claro o bastante para ler ao ar livre, o náutico ainda mostra o horizonte no mar, e depois do astronômico o céu fica totalmente escuro.

Perto dos polos o sol deixa de nascer e de se pôr em parte do ano. Nesses dias aparece sol da meia-noite ou noite polar em vez de horários.

Os horários usam os algoritmos da NOAA e têm precisão de cerca de um minuto. Muito perto dos polos o sol encontra o horizonte em um ângulo tão raso que uma pequena diferença de altitude muda muito o horário, e ali os valores devem ser lidos como aproximados.

Os solstícios de 2026 no Brasil

A tabela mostra o nascer e o pôr do sol e a duração do dia nos solstícios de junho e de dezembro para cinco cidades, do Nordeste ao Sul, no horário local de cada uma. Os números usam o mesmo método da ferramenta acima.

CidadeSolstício de junho, 21 de junhoSolstício de dezembro, 21 de dezembro
Nasce–põeDuração do diaNasce–põeDuração do dia
Salvador5 h 55 min–17 h 17 min11 h 22 min5 h 05 min–17 h 59 min12 h 53 min
Brasília6 h 38 min–17 h 49 min11 h 11 min5 h 38 min–18 h 42 min13 h 4 min
Rio de Janeiro6 h 33 min–17 h 16 min10 h 44 min5 h 05 min–18 h 37 min13 h 32 min
São Paulo6 h 48 min–17 h 29 min10 h 41 min5 h 17 min–18 h 52 min13 h 35 min
Porto Alegre7 h 21 min–17 h 33 min10 h 13 min5 h 21 min–19 h 25 min14 h 5 min

Em Porto Alegre o pôr do sol mais cedo do ano cai em 10 de junho, às 17 h 32 min, alguns dias antes do solstício de junho, e o nascer mais tarde em 1 de julho, às 7 h 22 min, alguns dias depois dele.

Do monte Caburaí ao arroio Chuí

O território brasileiro vai do extremo norte, na nascente do rio Ailã, no monte Caburaí, em Roraima, a pouco mais de 5 graus de latitude norte, até o arroio Chuí, no Rio Grande do Sul, a 33 graus e 45 minutos de latitude sul. São os pontos extremos que o IBGE registra, e entre eles há mais de 4300 quilômetros em linha reta.

Quase todo o país está entre a linha do Equador, que corta Amapá, Pará, Amazonas e Roraima, e o Trópico de Capricórnio, que passa um pouco ao norte de São Paulo. Isso muda tudo na conta da luz do dia: perto do Equador o sol nasce e se põe quase no mesmo horário o ano inteiro, e em Macapá, praticamente sobre a linha, o dia dura pouco mais de doze horas em qualquer época do ano. Quanto mais ao sul, maior a diferença, e Porto Alegre já tem quase quatro horas de luz a mais em dezembro do que em junho.

Nos equinócios de março e de setembro o dia dura perto de doze horas em todo o país, do Oiapoque ao Chuí. É nos solstícios que a diferença entre o norte e o sul aparece.

Verão em dezembro

No hemisfério sul o solstício de dezembro é o dia mais longo do ano e o de junho o mais curto, ao contrário do que dizem os calendários e os livros escritos no hemisfério norte. A causa é a inclinação do eixo da Terra, de pouco mais de 23 graus: em dezembro o polo sul aponta para o sol, e o hemisfério sul recebe luz por mais horas e com ângulo mais alto.

A distância até o sol não explica as estações. A Terra passa pelo ponto mais próximo do sol no começo de janeiro, em pleno verão brasileiro, e pelo mais distante no começo de julho, e a diferença entre os dois é de cerca de 3 %, pequena demais para se sobrepor à inclinação do eixo.

Perto do Equador a passagem do dia para a noite também é mais rápida. O sol desce quase na vertical, cruza a faixa de crepúsculo em poucos minutos e escurece depressa; no sul do país, e mais ainda nas latitudes altas da Europa, ele desce de viés e o crepúsculo se arrasta. É por isso que em Belém o sol se põe entre seis e seis e meia da tarde o ano inteiro, e escurece logo em seguida.

O Brasil não tem mais horário de verão

O horário de verão foi encerrado em todo o território nacional pelo Decreto nº 9.772, de 25 de abril de 2019. Antes disso ele valia apenas nos estados do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste, onde a diferença entre o verão e o inverno é maior; os estados do Norte e do Nordeste nunca adiantavam o relógio, o que criava dois fusos internos durante parte do ano.

O país tem quatro fusos horários, definidos no Decreto nº 2.784, de 1913, com a redação dada pela Lei nº 12.876/2013: Greenwich menos duas horas nas ilhas oceânicas, menos três no litoral e na maior parte do interior, menos quatro em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima e no leste do Amazonas, e menos cinco no Acre e no oeste do Amazonas.

A ferramenta mostra sempre a hora local da cidade escolhida, com o fuso que vale para ela. Como não há mais horário de verão, os horários de nascer e pôr do sol não dão o salto de uma hora que se vê nas tabelas anteriores a 2019.

Como os horários são calculados

O nascer e o pôr do sol são definidos pelo instante em que a borda superior do disco solar cruza o horizonte, já contada a refração da atmosfera, que levanta a imagem do sol em cerca de meio grau. Por isso o sol ainda se vê quando, geometricamente, já está abaixo do horizonte, e o dia calculado é alguns minutos mais longo do que a pura geometria diria.

A conta vale para um horizonte plano e ao nível do mar. Serras, prédios e altitude mudam o horário real: de um lugar alto o sol se põe mais tarde, e num vale entre morros, bem mais cedo. Em cidades cercadas de morros, como o Rio de Janeiro, a diferença entre o horário calculado e o que se vê da janela pode ser de muitos minutos.

O Observatório Nacional mantém a Hora Legal Brasileira e publica todo ano o Anuário Astronômico, com os horários de nascer, passagem meridiana e ocaso do Sol, da Lua e dos planetas para Belém, Brasília, Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. É a referência oficial para comparar com o que a ferramenta calcula.

Fontes

Como as ferramentas são verificadas